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sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Um dos meus autores prediletos
Sou fã de Mário Quintana. Fico feliz quando encontro algum texto escrito por ele que pode ser colocado aqui.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Mudança
A alegre, a festiva agitação das panelas e tachos
A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes,
Achando tudo aquilo uma grande palhaçada...
As xícaras e pires fazendo tlin-tlin-tlin-tlin
As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os próprios passarinhos.
Oh! a alegria das coisas com aquela mudança
Para onde? Não importa! Desde que não seja
Este eterno mesmo lugar!
Mário Quintana
A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes,
Achando tudo aquilo uma grande palhaçada...
As xícaras e pires fazendo tlin-tlin-tlin-tlin
As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os próprios passarinhos.
Oh! a alegria das coisas com aquela mudança
Para onde? Não importa! Desde que não seja
Este eterno mesmo lugar!
Mário Quintana
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
A letra X
Este livro, destinado ao público infantil, é uma espécie de cartilha em que o poeta brinca com as letras do alfabeto, conciliando aprendizado e diversão. É um livro infantil, mas agrada a crianças de 8 a 80 anos A partir da clássica fórmula do "bê de bola", o poeta gaúcho usa todos seus recursos de linguagem para desenvolver versos que alfabetizam enquanto encantam.. Nesse livro que alia alfabetização lúdica e poesia, há mais coisas para aprender e para apreender do que apenas o alfabeto. Uma delas é a própria poesia. Cada letra se torna uma estrofe e nessa estrofe a letra em questão é apresentada e, em seguida, usada mais de uma vez.
Sobre o verso desta página, há uma interessante estorinha, contada pelo próprio Mário Quintana em entrevista à Rádio FM Cultura de Porto Alegre em 1990: “O Batalhão das Letras foi o meu primeiro livro infantil. Foi em 1948, na época da ditadura. A Secretaria de Educação não gostou de uma quadrinha que fiz em referência à letra 'x':
A secretaria aconselhou os colégios a não adotarem o livro. [...] Depois, os círculos oficiais amadureceram. Quando publiquei Pé de Pilão, Lili inventa o mundo, Sapo amarelo, Nariz de vidro, não tive nenhum problema [...]"
A primeira edição do livro foi lançada em 1948, a 2ª em 1983, a 3ª em 1984, a 4ª em 1997 e a 5ª em 1999.
Em 2009 foi publicada pela editora Globo uma nova edição, que segue as normas da reforma ortografia e tem belíssimas ilustrações de Rosinha.
Notícia importante: em novembro do mesmo ano foi lançada, pela produtora de Porto Alegre “aprata”, a coleção Braille Quintana, com os livros: Batalhão das Letras, Pé de Pilão e Lili Inventa o Mundo.
Em 2009 foi publicada pela editora Globo uma nova edição, que segue as normas da reforma ortografia e tem belíssimas ilustrações de Rosinha.
Notícia importante: em novembro do mesmo ano foi lançada, pela produtora de Porto Alegre “aprata”, a coleção Braille Quintana, com os livros: Batalhão das Letras, Pé de Pilão e Lili Inventa o Mundo.
Por que falo tudo isso?
Porque chamou a minha atenção, especialmente, a página 27, destinada à letra X, que reproduzo ao lado.
Porque chamou a minha atenção, especialmente, a página 27, destinada à letra X, que reproduzo ao lado.
Sobre o verso desta página, há uma interessante estorinha, contada pelo próprio Mário Quintana em entrevista à Rádio FM Cultura de Porto Alegre em 1990: “O Batalhão das Letras foi o meu primeiro livro infantil. Foi em 1948, na época da ditadura. A Secretaria de Educação não gostou de uma quadrinha que fiz em referência à letra 'x':
'Com um x se escreve xícara,
com x se escreve xixi,
não faça xixi na xícara,
o que irão dizer de ti!'.
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