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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Parlenda feita por uma criança na escola

                          canela da china
                          pimenta em pó
                          galo que canta
                          có-có-ró-có
                          pinto que pia
                          pi-ri-pi-pi
                          vo toma uma boa xícara
                          de café com chantili

                                            Autor desconhecido

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Azar da formiguinha

Lá em cima da mesa
Tem uma xicara de açúcar.
 azar foi da formiguinha
Que não pegou uma provinha.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Parlendas

Quem bebeu o chá da xícara?
O chá. Mas ponha sentido:
É com x o bebedor.
Com ch o bebido
.
 
(José Paulo)
 
Parlenda é um tipo de  literatura  de origem popular e  tradicional em forma de versos,  com rimas e ritmo fácil, e de caráter infantil, cujo objetivo é entreter crianças, jovens e adultos,  além de matar o tempo ensinando-lhes algo.  É também uma forma divertida de alfabetizar e ensinar as crianças.
Parlenda, também chamada de Parlanda ou Parlenga vem de parolar, parlar, ou seja,  falar. Em Portugal é chamada de cantilena, lengalenga, embora esses nomes  também signifiquem narração monótona. Ela surgiu dos palavreados folclóricos antigos, passados oralmente de geração a geração, para ensinar alguma coisa, divertir ou criticar. 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A letra X


Este livro, destinado ao público infantil, é uma espécie de cartilha em que o poeta brinca com as letras do alfabeto, conciliando aprendizado e diversão. É um livro infantil, mas agrada a crianças de 8 a 80 anos A partir da clássica fórmula do "bê de bola", o poeta gaúcho usa todos seus recursos de linguagem para desenvolver versos que alfabetizam enquanto encantam.. Nesse livro que alia alfabetização lúdica e poesia, há mais coisas para aprender e para apreender do que apenas o alfabeto. Uma delas é a própria poesia. Cada letra se torna uma estrofe e nessa estrofe a letra em questão é apresentada e, em seguida, usada mais de uma vez.

A primeira edição do livro foi lançada em 1948, a 2ª em 1983, a 3ª em 1984, a 4ª em 1997 e a 5ª em 1999.

Em 2009 foi publicada pela editora Globo uma nova edição, que segue as normas da reforma ortografia e tem belíssimas ilustrações de Rosinha.

Notícia importante: em novembro do mesmo ano foi lançada, pela produtora de Porto Alegre “aprata”, a coleção Braille Quintana, com os livros: Batalhão das Letras, Pé de Pilão e Lili Inventa o Mundo.

Por que falo tudo isso?
Porque chamou a minha atenção, especialmente, a página 27, destinada à letra X, que reproduzo ao lado.

Sobre o verso desta página, há uma interessante estorinha, contada pelo próprio Mário Quintana em entrevista à Rádio FM Cultura de Porto Alegre em 1990: “O Batalhão das Letras foi o meu primeiro livro infantil. Foi em 1948, na época da ditadura. A Secretaria de Educação não gostou de uma quadrinha que fiz em referência à letra 'x':

'Com um x se escreve xícara,
com x se escreve xixi,
não faça xixi na xícara,
o que irão dizer de ti!'.

A secretaria aconselhou os colégios a não adotarem o livro. [...] Depois, os círculos oficiais amadureceram. Quando publiquei Pé de Pilão, Lili inventa o mundo, Sapo amarelo, Nariz de vidro, não tive nenhum problema [...]"