xícara - cup - taza - Кубак - vaso - coppa - kopp - الكأس - tasse - beker - fincan - גלעזל - κύπελλο - pehar - чаша - kupillinen - cawan - чашка - kop - koppie - kikombe - գավաթ - chávena - filxhan - kopa - কাপ - 컵 - kup - kuppi - カップ- cốc - inkomishi
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Carlos Drummond de Andrade

COLEÇÃO DE
CACOS
Já não coleciono selos. O mundo me inquizila.
Tem países demais, geografias demais.
Desisto.
Nunca chegaria a ter um álbum igual ao do Dr. Grisolia,
orgulho da cidade.
E toda gente coleciona
os mesmos pedacinhos de papel.
Agora coleciono cacos de louça
quebrada há muito tempo.
Cacos novos não servem.
Brancos também não.
Têm de ser coloridos e vetustos,
desenterrados — faço questão — da horta.
Guardo uma fortuna em rosinhas estilhaçadas,
restos de flores não conhecidas.
Tão pouco: só o roxo não delineado,
o carmezim absoluto,
o verde não sabendo a que xícara serviu.
Mas eu refaço a flor por sua cor,
e é só minha tal flor, se a cor é minha
no caco de tigela.
Tem países demais, geografias demais.
Desisto.
Nunca chegaria a ter um álbum igual ao do Dr. Grisolia,
orgulho da cidade.
E toda gente coleciona
os mesmos pedacinhos de papel.
Agora coleciono cacos de louça
quebrada há muito tempo.
Cacos novos não servem.
Brancos também não.
Têm de ser coloridos e vetustos,
desenterrados — faço questão — da horta.
Guardo uma fortuna em rosinhas estilhaçadas,
restos de flores não conhecidas.
Tão pouco: só o roxo não delineado,
o carmezim absoluto,
o verde não sabendo a que xícara serviu.
Mas eu refaço a flor por sua cor,
e é só minha tal flor, se a cor é minha
no caco de tigela.
O caco vem da terra como fruto
a me aguardar, segredo
que morta cozinheira ali depôs
para que um dia eu o desvendasse.
Lavrar, lavrar com mãos impacientes
um ouro desprezado
por todos da família. Bichos pequeninos
fogem de revolvido lar subterrâneo.
Vidros agressivos
ferem os dedos, preço
de descobrimento:
a coleção e seu sinal de sangue;
a coleção e seu risco de tétano;
a coleção que nenhum outro imita.
Escondo-a de José, por que não ria
nem jogue fora esse museu de sonho.
a me aguardar, segredo
que morta cozinheira ali depôs
para que um dia eu o desvendasse.
Lavrar, lavrar com mãos impacientes
um ouro desprezado
por todos da família. Bichos pequeninos
fogem de revolvido lar subterrâneo.
Vidros agressivos
ferem os dedos, preço
de descobrimento:
a coleção e seu sinal de sangue;
a coleção e seu risco de tétano;
a coleção que nenhum outro imita.
Escondo-a de José, por que não ria
nem jogue fora esse museu de sonho.
Carlos Drummond
de Andrade
quinta-feira, 16 de maio de 2019
13º Concurso Brasileiro de Haicai Infanto-juvenil (2014)
Geada de inverno
No calor da xícara quente
Aconchego das mãos.
No calor da xícara quente
Aconchego das mãos.
Autora:Taís Amanda Rodrigues (6º lugar): TAÍS AMANDA RODRIGUES
12 anos (aluna do Colégio Estadual de Faxinal dos Francos - Rebouças, PR)
segunda-feira, 6 de maio de 2019
terça-feira, 30 de abril de 2019
A magia do coração
The Magic of the Heart
In the old cup of tea. hibiscus petals, roses And pomegranates floating, revealing secrets ... Thoughts, dreams and desires, Love and scenes from the past and future, Designed for enchanted scrolls, Unraveled mysteries, Intense magic of the heart... |
A Magia do coração
Na antiga xícara de chá.
Pétalas de hibiscus, rosas E romãs flutuam, revelando segredos... Pensamentos, sonhos e desejos, Amor e cenas do passado e futuro, Desenhados em pergaminhos encantados, Mistérios desvendados, Intensa magia do coração... |
Vanice Zimerman, 31/10/2017
Publicado originalmente no blog http://vaniceferreira.blogspot.com/2017
quinta-feira, 1 de novembro de 2018
A xícara de café
Vagando entre o sonho e a realidade,
mergulho os pensamentos
na xícara de café,
quebro uma casquinha de pão nos dentes
no lirismo das 4 da tarde.
A cafeteria num ponto mágico
me traz a luz da rua
e a energia vital
desprendida das coisas paradas,
é como se eu pudesse ver
as verdades alheias.
Movimento da rua
feito de passos largos
e um homem inerte
que capturo com o olhar
em silêncio num banco,
momento que pressinto
paz e calmaria.
Mergulho os olhos na
xícara de café
imóvel
a colher move
meus olhos parados...
A xícara e o café
de um se faz o outro
eternos...
Encanto que me tira
a pressa
e me faz desperta e atenta,
apaziguada e viva.
Ao redor da xícara de café,
há uma folha mágica,
de onde os versos emergem
e oculta a realidade,
provocando minha alma
para contar minha história:
a fala do silêncio,
de quem caminha sozinha.
Rosemary Chaia
Rosemary Chaia nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerias, e se mudou para São Paulo em 1996. Graduou-se em Letras e Filosofia. É poeta e escritora. Tem dois livros publicados: Sol de Primavera e Uma Vírgula. Foi professora de Língua Portuguesa pela rede municipal e particular em Juiz de Fora e pela particular em São Paulo. Atualmente dedica-se à Literatura.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
terça-feira, 4 de setembro de 2018
Café da manhã
Café
da manhã
Pôs café
na xícara
Pôs leite
na xícara com café
Pôs açúcar
no café com leite
Com a colherzinha
mexeu
Bebeu o café com leite
E pôs a xícara no pires
Sem me falar
acendeu
um cigarro
Fez círculos
com a fumaça
Pôs as cinzas
no cinzeiro
Sem me falar
Sem me olhar
Levantou-se
Pôs
o chapéu na cabeça
Vestiu
a capa de chuva
porque chovia
E saiu
debaixo de chuva
Sem uma palavra
Sem me olhar
Quanto a mim pus
a cabeça entre as mãos
E chorei. "
na xícara
Pôs leite
na xícara com café
Pôs açúcar
no café com leite
Com a colherzinha
mexeu
Bebeu o café com leite
E pôs a xícara no pires
Sem me falar
acendeu
um cigarro
Fez círculos
com a fumaça
Pôs as cinzas
no cinzeiro
Sem me falar
Sem me olhar
Levantou-se
Pôs
o chapéu na cabeça
Vestiu
a capa de chuva
porque chovia
E saiu
debaixo de chuva
Sem uma palavra
Sem me olhar
Quanto a mim pus
a cabeça entre as mãos
E chorei. "
Jacques Prévert (1900-1987) foi um poeta e roteirista francês.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Poema concreto
Poema do escritor gaúcho Scorrski (contista, poeta, romancista e roteirista).
Amo a criatividade do concretismo.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
Café com poemas e aroma de mulher
Aquele cheiro gostoso, natural
Vindo da cozinha, todas as manhãs...
Algo divino
E tão intuitivo
Ela de avental,
Preparando a mesa...
As xícaras, o bule, o café
O sonho e o pão...
Teus cheiros, teus gostos, tua cor
Tua boca, teus sabores, teus amores
Tudo isso é você, mulher
Minha inspiração em versos e prosa
Um bule cheio de emoção
Um bule cheio de emoção
É o meu coração em ebulição ao falar de ti...
Leandro Flores: Jornalista, Sertanista, Poeta, Arte Educador, Designer Gráfico. Reside e trabalha em Salvador, Bahia.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Aldravia
Resolvi "cometer" uma aldravia. Me perdoem os escritores a ousadia.
delícia
beber
café
em
xícara
antiga
Irene Jardim, abril de 2017.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Cecília Meireles
Estas duas não são exatamente velhinhas, mas me lembraram um poema de Cecília Meireles de que gosto muito e que já postei aqui, intitulado "As duas velhinhas".
Duas velhinhas muito bonitas,
Mariana e Marina,
estão sentadas na varanda:
Marina e Mariana.
Elas usam batas de fitas,
Mariana e Marina,
e penteados de tranças:
Marina e Mariana.
Tomam chocolate, as velhinhas,
Mariana e Marina,
em xícaras de porcelana:
Marina e Mariana.
Uma diz:"Como a tarde é linda,
não é, Marina?"
A outra diz: "Como as ondas dançam,
não é Mariana?"
"Ontem, eu era pequenina",
diz Marina.
Ontem, nós éramos crianças",
diz Mariana.
E levam à boca as xicrinhas,
Mariana e Marina,
as xicrinhas de porcelana:
Marina e Mariana.
Tomam chocolate, as velhinhas,
Mariana e Marina,
em xícaras de porcelana:
Marina e Mariana.
Marcadores:
Cartões telefônicos,
Desenhos,
Poesia
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Haikai
Sabedoria
Na xícara da mente
Chá bem servido
Haikai publicado na coletânea de poesias zen de Claudio Miklos intitulada "O Bosque dos Bambus" (Rio de Janeiro, 2007).
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Título - ABC doido
Prêmio Jabuti – Melhor Livro Infantil Juvenil 2000
Temas principais - alfabeto e adivinhas
Texto e ilustrações: Angela Lago
Editora: Melhoramentos
Neste livro “Angela Lago propõe uma deliciosa
brincadeira para todas as idades e abre uma porta para as primeiras leituras
por meio das adivinhas.
A premiada autora e ilustradora leva a criança a desvendar o maravilhoso mundo
do ABC.
Com este curioso e divertido livro, a alfabetização dá-se naturalmente, entre rimas, risadas e descobertas”.
Com este curioso e divertido livro, a alfabetização dá-se naturalmente, entre rimas, risadas e descobertas”.
Resenha distribuída pela Editora Melhoramentos.
Vejam o texto da letra X:
O que é, o que é?
Responda sem demora.
O Rouxinol tem dentro,
E a xícara… do lado de
fora.
Resposta: A letra X:
rouXinol
Xícara
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Poesia da semana
Uma xícara de
café quente…
Pensamentos excitantes que viajam com o vapor aromático do grão.
E eu, que de tanto usar a psique,
Igualmente como o café, às vezes me sinto moído.
(Moisés Tamasauskas Vantini)
Esta foi escolhida a Poesia da Semana (16/04/2016) no blog CARTEL DA POESIA.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
O ritual do café
Estampa-se o sol
em delicados raios
Sobre o mármore branco e liso da cozinha.
Em dégagé devant te cumprimento,
Os meus braços lanço em acolhimento grato.
Sobre o mármore branco e liso da cozinha.
Suavemente me
debruço e uma porta abro,
Recolho a chávena fina e o florido prato.
Recolho a chávena fina e o florido prato.
Ergo o meu braço
e num voo livre,
No gesto de um armário desvendar,
Recolho o nobre pó de inebriante aroma.
No gesto de um armário desvendar,
Recolho o nobre pó de inebriante aroma.
Alongo a mão que
a gaveta encontra,
E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
Brilhante, pequena, com terno recorte.
E dela escolho, enfim, a colher mais bela,
Brilhante, pequena, com terno recorte.
Tudo coloco em
ordem e harmonia:
O prato tranquilo e a expectante chávena.
Nesta, o torrado
grão moído, de castanho intenso.O prato tranquilo e a expectante chávena.
No açúcar rico,
centro o meu cuidado,
A montanha branca transportando, pura,
Em bojuda prata que doce se inclina.
A montanha branca transportando, pura,
Em bojuda prata que doce se inclina.
E luzem cristais
em cascata linda!
Depois, a água
borbulhante, quente,
A mistura inunda, dissolvendo-a
Em espirais de espuma que a colher adorna.
A mistura inunda, dissolvendo-a
Em espirais de espuma que a colher adorna.
Café! Café!
Precioso encanto!
Em dégagé devant te cumprimento,
Os meus braços lanço em acolhimento grato.
Da janela aberta
me acerco então.
Tão bela é a
vista que o Outono pinta no jardim!
Castanho da terra e verde das plantas unem-se
À água que brilha em bebedouro antigo.
Castanho da terra e verde das plantas unem-se
À água que brilha em bebedouro antigo.
Aspiro, feliz,
da manhã tranquila, o seu odor
A quente café e à relva orvalhada.
Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.
A quente café e à relva orvalhada.
Olho o céu e sorvo um gole, outro e outro.
E assim me
quedo, por instantes longos.
Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
Mais um dia de vida se inicia!
Entre o prazer forte do café e a doçura da manhã
Mais um dia de vida se inicia!
Ilona Bastos.
Lisboa, 24-10-2004
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