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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Kaffee, coffee, kavo, kahwa ...




Encontrei este desenho em um post de Luiz Guilherme de Beaupaire (janeiro de 2013) intitulado "Café, livros e boas notícias", no blog "Bons livros para ler".
É um blog interessante e sempre dou uma olhada e leio as resenhas que ele coloca ali.
Adorei a figura e resolvi postar aqui, entretanto não consegui descobrir o nome do desenhista. Será o próprio Luiz Guilherme? Não sei ... se alguém souber me avise, por favor.

Sobre pratos e xícaras

   É interessante, ao acordarmos e nos posicionarmos à mesa para tomar o café da manhã, a disposição das louças. Colocamos sempre a quantidade exata para o número de pessoas que irão deliciar-se com o dejejum.
  Engraçado como temos alguma coisa a ver com simples objetos, seres inanimados, irracionais. Dispor xícaras e pratos à mesa, equivalentes à quantidade de membros da família, é como se nós estivéssemos numa escala proporcional às louças, como se a presença de um, dependesse da existência do outro.
  Pensando bem, o tempo de vida útil de pratos e xícaras, assim como o dos copos e talheres depende sim da presença de um habitante do lar.
  Lembro-me bem da manhã seguinte ao casamento do meu irmão mais velho. Minha mãe, como sempre, de pé, muito cedo, preparando as delícias matinais. Seis lugares a postos. Isso indicava que seis pessoas sentariam ali, seis xícaras seriam usadas, num café da manhã regado a muitas conversas, umas boas, outras que soavam como puxões de orelha, mas que seriam as nossas conversas. Coitada de minha mãe! Ela ainda não havia se acostumado com apenas cinco pessoas. Ainda não havia internalizado que o grupo familiar havia diminuído, que meu irmão deixou de ser família para virar parente que nos visitaria somente nos finais de semana, isso quando não fosse arrastado para a casa da sogra. Nesse dia, sorrimos.
   Passado algum tempo, algo fez com que minha mãe não tivesse vontade de preparar nosso café da manhã. Não sei nem se ela conseguiu dormir na noite anterior.
   Fui à cozinha, e, com os olhos marejados, preparei o café e dispus as louças. Eu já estava acostumada a ver só cinco xícaras na mesa. Mas nesse dia, com um aperto no coração, coloquei somente quatro.
   Depois de muita insistência minha e de meus irmãos mais novos, minha mãe saiu do quarto para tomar café. Ela não conseguiu quebrar o jejum. Faltava uma xícara. Faltava alguém. Alguém que não iria nos visitar nos fins de semana para colocarmos uma louça a mais na mesa. Faltava o meu pai.
   Desde aquele dia, sentamo-nos à mesa, mas há um vazio. As conversas? Talvez elas voltem. A xícara? Talvez também seja colocada, talvez quebre, mas com a certeza de que poderá ser substituída. Mas, meu pai, insubstituível, esse deixará um vazio, que nunca poderá ser preenchido.
 
Priscilla Robertha de Andrade, 2011 - em memória de Francisco Luís da Silva.

Xícaras inglesas

 
Xícara de chá da marca Woods & Sons, intitulada “English Scenery”. Porcelana branca. Estampada em tons de rosa com cenas rurais inglesas. Friso rosa forte. Como já disse, sou apaixonada por esta porcelana rosa.
 
 
A xícara de café (já postada) e esta de chá formam um maravilhoso par.
 
 
O que dizer deste trio? Nada ... só apreciar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Haikai

noite acolhedora -
na xícara de café
bebo o luar de inverno
 
 Luiz Gustavo Pires, setembro 2012

Xícara inglesa

 
Xícara de café da marca Woods & Sons, intitulada “English Scenery”. Porcelana branca. Estampada em tons de rosa com cenas rurais inglesas. Friso rosa forte. Sou apaixonada por esta porcelana rosa. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Coleção Dina Faria


Há cerca de um mês, recebi um e-mail de Vera Gerusa de Faria (que eu não conhecia) dizendo que sua mãe (falecida há cerca de 5 meses), Sra. Dina Faria, possuía uma coleção de xícaras e que ela gostaria de doá-las. Para minha alegria, Gerusa achou meu blog na net e queria saber se eu estava interessada. Claro que sim ... depois de uma troca de mensagens, ela disse que viria de São Paulo a Piracicaba me trazer as xícaras. Imaginem, além de doar as xícaras ainda viria trazê-las pessoalmente!
 
 
Combinamos uma data e sábado passado (30 de agosto), perto das 11h, chegou Gerusa, acompanhada de seus dois cachorrinhos (Tula e Tobi) com uma enorme caixa plástica cheia de xícaras e pires. Convoquei a família para receber o presente comigo e foi uma “farra”! Começamos a despejar as xícaras sobre a mesa da sala. Felipe foi nosso fotógrafo nesta fase, mas resolvemos ir almoçar primeiro. Lá fomos todos degustar um delicioso peixe na beira do Rio Piracicaba (coitadinho do nosso rio ... quase seco).   

Na volta para casa, depois de um cafezinho (que não poderia faltar), começamos todos a trabalhar para tirar as xícaras da caixa, arrumando tudo sobre a mesa da sala. A partir daí a Adriana, minha fotógrafa oficial, passou a registrar os momentos de brincadeiras e alegria enquanto tentávamos juntar cada xícara a seu pires e a mesa foi ficando cada vez mais cheia.
 
Não conseguimos juntar todos neste dia, pois a Gerusa precisava voltar a São Paulo. Ela se foi pouco depois das 17h e a partir daí fiquei trabalhando sozinha.  
Concluindo o trabalho no domingo à tarde, verifiquei serem os seguintes os números de peças doadas: 131 conjuntos de xícaras e pires (provenientes do Brasil e exterior, lembranças de cidades, restaurantes e empresas onde D. Dina esteve); 18 canequinhas brasileiras; 8 canequinhas do exterior (Portugal, EUA, Alemanha, Canadá, Espanha);  5 miniaturas; 24 xícaras sem pires e 8 pires avulsos. 
 
Foi um dia muito gostoso, não só pelo presente, mas, e principalmente, por esta nova amizade que, tenho certeza, agora existirá entre minha família e Gerusa. Qualquer dia desses vou a São Paulo visitá-la e espero que ela volte logo para passarmos mais tempo juntos.
Muito obrigada, Gerusa!  A partir de agora, quando postar uma xícara desta coleção, ela estará devidamente batizada de “Coleção Dina Faria”, como uma homenagem àquela que as colecionou com tanto carinho.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Xícara brasileira


Xícara de café. Cerâmica marrom, xícara e pires quadrados. A xícara tem a forma de uma casinha. Comprada pelo meu marido em um antiquário de Olinda.

Setembro 2014

Chegou setembro!  Flores ... natureza mais exuberante. Só falta mais chuva ...