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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Liza Hirst

Dois quadros da pintora canadense Liza Hirst. Nascida no Canadá em 1956, ela morou na Alemanha e Inglaterra, antes de se mudar para a França, onde vive e trabalha atualmente. Tem uma vasta produção, que pode ser conferida no site http://www.lizahirst.com. Na foto, os quadros
(1) Tea Time  (2) Sitting togheter

Roupas sujas e xícaras quebradas

Eu sei que me queres nua
numa nudez toda inteira.
Mas não me agrada a brincadeira
de misturar entre nós,
mesclar entre as alegrias,
os suores e as dores
que vivo no todo dia.
No meio da nossa nudez,
tão sagrada e tão amiga,
não desejo ver mescladas
as louças sujas,
as xícaras quebradas,
as armadilhas da vida.
Não quero as nossas almas
feito xícaras sem asas,
como louças (al) quebradas,
roupas rotas, remendadas.
Quero-as desnudas
e, assim desnudadas,
não as quero vestidas
com números de extratos bancários. refiro-os todos guardados,
devidamente trancados,
a muitas e muitas chaves
dentro de algum armário

Debora Denadai, maio de 2005
Outros textos dessa autora em http://www.deboradenadai.prosaeverso.net/ e Recanto das Letras

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Xícara japonesa

Xícara de café "casca de ovo" japonesa. Porcelana creme, com faixa e asa em verde. Pintada a mão com frutas coloridas e galhos.

Papel manteiga para embrulhar segredos

Autor: Cristiane Lisbôa
Editora: Memória Visual 
Lançamento: 2006

Conta a história de uma moça que foge de casa para estudar gastronomia na casa (e também restaurante) da renomada e excêntrica chef, Senhorita Virgínia. E acaba descobrindo que gosta mesmo é de comida, fogo e aromas. Exatamente nesta ordem. O romance é contado através de cartas que a protagonista Antônia envia para sua bisavó. Não há datas, não se sabe exatamente onde ela está e as receitas são sumariamente contrabandeadas através destas cartas. São 65 receitas assinadas pela gastrônoma Tatiana Damberg. No cardápio estão delícias da culinária internacional e vão desde uma simples sobremesa como 'ambrosia', passando por acompanhamentos como 'batatas gratinadas', até sofisticados pratos principais como 'guisado de cabrito com anis estrelado' e 'omuraisu com nirá', emprestado da culinária oriental (Sinopse: Livraria Cultura). 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Xícara isabelina


Mini xícara de café do período isabelino. Porcelana branca pintada em tons de rosa, delicada, borda em forma de tulipa, com decoração em dourado.

Xícara de café

    Era uma noite comum como tantas outras. A chuva caia incansavelmente, beijando qualquer superfície com lábios afiados como uma cimitarra. Causava um barulho ensurdecedor, e ao mesmo tempo inaudível, o tipo de transe reservado aos concentrados, ou não. Vou lhes contar o que faz desta noite ímpar, ao menos para mim, afinal, estava lá. Estava sentado numa poltrona úmida, desconfortável, que exalava um odor de mofo, não havia muitas opções, entrementes era melhor que deitar no chão gelado e duro.
    Repentinamente alguém irrompe o silencio sepulcral batendo à porta, observei a porta atentamente, levanto vagarosamente, com passos leves me esgueirando, como uma presa acuada, seguro o cabo da faca fortemente e pergunto:
    - Quem é? E o que quer?
O silêncio se manteve, até uma voz rouca e aguda disparar uma resposta:
    - Aqui é a dona da pensão, trago uma xícara de café, se não quer, tudo bem, levo de volta.
    Pensei por alguns momentos, a imagem da mulher me veio à mente, era obesa, pescoço roliço, uma papada saliente, dedos gordos e compridos, usava um vestido preto velho e sujo, exalava um fedor agressivo, um fedor que invadia qualquer ambiente a qual ela se aproximava. Mas o pior de tudo era sua personalidade, uma mulher fria e amargurada, com um ar desafiador e sempre pronta para confrontos. Entendendo o silêncio, ela exclamou:
    - Pensei que numa noite gelada como essa, um cafezinho viria a calhar, e não vá achando que estou te dando colega.
    Ainda assustado, analisei a situação, e afinal de contas um cafezinho seria realmente bom. Escondi a faca e abri vagarosamente a porta, vislumbrando aquela figura hedionda, digna de algumas esmolas. Forcei um sorriso, tão frio quanto o aço, e recebi um olhar penetrante, ameaçador, por um momento não esbocei reação alguma, até que por fim ela disse:
    - Vai pegar o café ou vai ficar me encarando com essa cara de idiota?
    Corei no mesmo instante, peguei rapidamente a xícara desprovida de bule, agradeci o café e pedi mais uma pra depois. A noite seria longa, e duas xícaras não estavam nem perto do suficiente. Ela me encarou com uma expressão enigmática, não consegui decifrá-lo, neste momento percebi que ela era perigosa. Ela assentiu com a cabeça, e antes de se virar disse:
    - Jamais experimentou ou experimentará café como esse!
    Olhou-me de soslaio, com um sorriso cheio de escárnio e partiu. Se naquela noite, naquele instante, eu tive-se interpretado melhor suas palavras, dado mais atenção aquele sarcasmo, as coisas poderiam ter tomado outro rumo. Coloquei a xícara sobre a mesa, sentei-me e por alguns momentos fiquei divagando. Lá fora a chuva se mostrava persistente e inabalável, ouvia-se a sinfonia urbana, quando em um átimo, um trovão me traz de volta a realidade. Estendo as mãos para a xícara e sorvo um pouco do líquido.
    Naquele momento senti minha garganta esquentando, logo em seguida todo o meu corpo, que bebida abençoada. Engeri todo o conteúdo calmamente, saboreando cada gole como se fosse o último. Ao terminar, olhei o fundo da xícara, desejando que se enchesse num passe de mágica, olhei-a por um longo tempo, quando subitamente uma dor tomou conta de meu corpo. Primeiro o estômago, logo em seguida o peito, garganta, cabeça, tudo doía, uma dor imensa, insuportável, indescritível. Meu estômago era o pior, uma dor imemorial, a cabeça recebia marteladas invisíveis e tudo girava. Como poderia? Há segundos atrás a saúde estava ótima, como? De súbito, a resposta estava clara como um dia ensolarado.
    Levantei-me com todo esforço possível, com cada fagulha de minha força quebrantada, de meus músculos enfraquecidos. Iria para o inferno, mas não iria sem a rameira gorda. Cada passo era uma batalha feroz, tremendo como um bebê assustado deixei-me cair, enfraquecido e sozinho. O chão gelado e sujo me acolheu, e percebi que ali seria minha ultima parada. Amaldiçoei a porca imunda com meus último suspiro e senti tudo sumindo, minha vida se esvaindo aos poucos e por fim, tudo escureceu.
    O mais engraçado nisso que lhes narrei, eu era apaixonado por café, bebida divina, e o meu fim veio através do mesmo.Claro que não fui o primeiro a cair num engodo semelhante, nem serei o ultimo, mas não deixa de ser cômico. Agora estou num lugar não muito agradável, mas no fim muitos de vocês me farão companhia. Com certeza a causa não será uma xícara de café ridícula, mas virá, e esperarei.

Hugo Santana Valezi, 2011
Texto publicado originalmente no site "Recanto das Letras"

terça-feira, 26 de julho de 2011

As xícaras de Lady Gaga (3)

Mas uma seleção de fotos de Lady Gaga e suas xícaras (a terceira que coloco aqui). A cantora é fonte inesgotável de novidades

Xícara grega

Xícara em cerâmica polida branca, da marca Euroceramika, pintada à mão em tons de azul marinho, azul claro e branco, com cenas do cotidiano e decorada em ouro 24k. Foi um presente de Juliana e Igor, meu afilhado, que trouxeram de uma viagem à Grécia.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A morte da xícara de chá

Era uma vez um grande mestre do Zen, uma escola de ensinamentos do Buda que tem uma maneira muito realista de encarar as coisas da vida. Esse grande mestre chamava-se Ikkyu. Desde pequeno mostrava grande inteligência e sempre encontrava uma maneira de resolver seus problemas. Um dia, o menino estava brincando e deixou cair uma xícara de chá, que foi ao chão e se despedaçou. Acontece que a xícara pertencia ao mestre de Ikkyu. Era muito antiga e preciosa, e o mestre do menino a estimava muito. Preocupado com o acidente, Ikkyu ouviu o mestre chegar e, muito depressa, escondeu os pedaços da xícara atrás das costas. Quando o mestre apareceu, Ikkyu perguntou:
- Por que as pessoas morrem?
- É algo natural — respondeu o mestre. - Tudo tem um tempo de vida e depois morre.
Depois dessas palavras do mestre, Ikkyu lhe mostrou os pedaços da xícara quebrada.

Este conto faz parte do livro de coletânea Contos Budistas, recontados por Sherab Chödzin e Alexandra Kohn, ilustrados por Marie Cameron, editado no Brasil pela Editora Martins Fontes, tradução de Monica Stahel, São Paulo, 2003.

O Discurso do Rei

Gostei muito deste filme. Recomendo. É baseado na história real do Rei George VI Inglaterra, pai da atual Rainha Elizabeth II.

Título original: The King's Speech
Lançamento: 2010 (Inglaterra)
Direção: Tom Hooper
Atores principais: Colin Firth, Helena Bonham Carter, Geoffrey Rush, Michael Gambon.
Sinopse
Desde os 4 anos, George (Colin Firth) é gago. Este é um sério problema para um integrante da realeza britânica, que frequentemente precisa fazer discursos. George procurou diversos médicos, mas nenhum deles trouxe resultados eficazes. Quando sua esposa Elizabeth (Helena Bonham Carter) o leva até Lionel Logue (Geoffrey Rush), um terapeuta de fala de método pouco convencional, George está desesperançoso. Lionel se coloca de igual para igual com George e atua também como seu psicólogo, de forma a tornar-se seu amigo. Seus exercícios e métodos fazem com que George adquira autoconfiança para cumprir o maior de seus desafios: assumir a coroa, após a abdicação de seu irmão. O filme ganhou, em fevereiro de 2011, o Oscar de melhor filme, melhor direção e melhor roteiro original. Colin Firth, que interpreta o rei George VI, venceu na categoria melhor ator.
Nada mais característico da realeza britânica do que o chá, servido pela rainha (na foto, Helena B. Carter).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Xícara japonesa


Xícara em porcelana “casca de ovo”, foi presente de minha tia Dora Inácio da Silva em 1985. Traz uma cena com o Monte Fuji ao fundo. Frisos pretos. Se olhar o fundo contra a luz, verá a imagem de uma geisha.

Cabeçalhos da net

Todo dia eu acho na net sites e blogs que têm xícaras no cabeçalho. Chá de Mulheres é o blog da Léia Lima. Sua entrada tem uma xícara linda! Dá vontade de sentar e beber.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Xicara brasileira


Mini xícara de café pintada a mão por artesã de Piracicaba. Porcelana branca, com frisos marrons e pequenas cerejas e folhas.