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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Xícara japonesa

 Miniatura. Xícara de café de porcelana. Confeccionada no Japão, foi pintada à mão nos Estados Unidos com cenas que retratam a capital norteamericana (Washington). Eu a comprei em uma garage sale, de uma senhorinha, nos arredores de Detroit em 1994.

Interlúdio


Título original do filme: NotoriousLançamento: 1946 (EUA)
Direção: Alfred HitchcockAtores principais: Cary Grant, Ingrid Bergman, Claude Rains

Ingrid Bergman (Alicia) faz o papel de uma espiã que aceita se casar com um homem investigado pelo governo norteamericano. Cary Grant (Devlin) faz o papel do contato, o agente que a recruta e passa instruções. A personagem de Ingrid é apaixonada por Cary, mas tem que ser a esposa de Claude Rains (Sebastian) para cumprir os planos do governo. Ela é descoberta mas só fica sabendo que está em perigo quando está prestes a morrer envenenada. Bem ao estilo Hitchcock, o clima de angústia é crescente e uma xícara de café é mostrada em detalhe, ao ser servida pelo marido à espiã, que a bebe ... (bem, vocês precisam asistir o filme para saber mais).

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Xícara brasileira


Mais uma xícara de café decorada pela Supérfluo (Piracicaba, SP) que me foi presenteada. Não são lindas as duas?

Poesia que alfabetiza

Segundo Rosângela Trajano (professora licenciada em Filosofia e Mestra em Estudos da Linguagem), a poesia tem a sua importância em sala de aula. Ela educa, diverte e dá imaginação. Eu não sei o motivo dos professores não utilizarem a poesia em sala de aula. Também não sei o por quê das editoras não gostarem de publicar livros de poesias para crianças. Vejam, por exempo, a poesia abaixo:
Eu não sei o que
Esse X metido
Está fazendo
Dentro da minha
Xícara
Só sei que ele
É x de xícara.
Gosto muito disso (ensinando com versos) e este é o terceiro que eu coloco aqui.

Xícara brasileira

Ainda na semana do Natal, depois de um período sem postar, quero colocar aqui uma xícara com motivos natalinos, que ganhei há alguns anos de uma amiga querida.

Xícara de café em porcelana branca, sem marca de fabricante. Pintada à mão, tem o exterior e larga faixa em vermelho no pires, onde foram decalcados motivos natalinos na loja Supérfluo, de Piracicaba.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Primeiro aniversário


Em 14 de dezembro de 2010 meu blog completou um ano no ar.
Durante todo o ano de 2009 eu preparei fotos, ajuntei textos, poesias, crônicas emuitas coisas mais, matutei em como iria formatar o blog ... temendo que um assunto único (xícaras) ficasse enfadonho e acabasse perdendo o interesse.
Finalmente, no dia 14 de dezembro eu resolvi postar meu primeito texto e as primeiras fotos da coleção.
Hoje, não me arrependo. Gosto de receber os comentários, imaginar quem entrou para me visitar e, neste exato momento em que escrevo, estou com 11.477 acessos registrados. Que delícia.
Obrigada a todos os amigos que nos prestigiaram neste ano. Voltem sempre, a casa é sua.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Xícara brasileira

Mini-xícara de café da Comercial Miralva Louças e Cristais Ltda, me foi trazido de um antiquario de Itu, SP, por meu irmão Isaias. Em porcelana branca, é pintada à mão: exterior da xícara e larga faixa no pires são dourados, com arabescos e frisos da mesma cor; a xícara tem um medalhão pintado com pequenas flores. O interessante é o formato das peças: dois triângulos.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Xícara brasileira

Xícara de de café da marca Porcelana Schmidt. Porcelana branca, com barrado colorido e faixa anarela.

A moça e a xícara

A garota baixou a guarda finalmente, o sono e o edredom úmido não foram mais desculpas suficiente. O cabelo desarrumado sorria rebelde à sua dona no espelho. Seu não tão bom humor esvaía progressivamente.
“Acontece!”, ela parou pra pensar. E acontecia mesmo, todas as manhãs, todas as frívolas manhas. Morria uma três ou quatro vezes para acordar e o seu cabelo parecia lhe punir pela preguiça. Buscava assustar o espelho com os dentes amarelando, excesso de cigarro e o contrário de cuidados; brigava com o café fraco, que nunca quis realmente parar pra aprender, e xingava o sol feliz do lado de fora.
A mãe ligou, quinze dias sem se falarem, e atendeu mal criada. Praguejou em voz alta, havia poucas coisas que amava mais do que praguejar alto. Dispensou a genitora e deitou intransigente o corpo, já flácido, na cadeira; como quem não queria mesmo estar ali. Ligou o notebook. Horas para carregar o tão elogiado sistema operacional.
Enquanto esperava, tratou de olhar as unhas esquecidas e seus diferentes tamanhos e formas. Choramingou seu próprio descaso e bicou a gatinha aninhada aos seus pés. A conta de luz, internet e o condomínio piscariam num vermelho vivo se pudessem, o pão de forma abrigaria mais fungos também.
O computador avisou: “Estou funcionando!”. E ela riu da própria ironia, conexão absolutamente lenta, desprezível. Tudo naquela casa refletia sua expressão: descaso, monotonia e desesperança. O emprego por um fio, pais separados e o mais recente caso do namorado. Não dava mais pra viver ali, ou daquele jeito, melhor mesmo era parar a vida e pedir pra sair.
Encarou o computador e abriu os e-mails, leu, quase dormiu. Abriu o navegador. Notícias, fóruns, readers, twitter. Deu o primeiro sorriso sincero aos avatares de photoshop, e quis escrever: “Tomando a primeira chicara de café do dia.”. Chicara? Não era com x? Será que tem acento no i? O mundo desabou…
No meio de um turbilhão de problemas, causas e consequências; entre furacões e borboletas, as verdades se perderam nos infinitos paradigmas de “ch”s e “x”s.

Alan Miranda de Freitas, junho de 2009

Xícara chinesa

Xícara de café "casca de ovo" em porcelana branca. Pintada à mão, com paisagem chinesa (pagode) e destacando sol alaranjado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Xícara isabelina

Xícara de café "isabelina" em porcelana branca. Pintada em rosa, com detalhes em lilás e verde. Frisos e asa dourados.
Não é da Tyffany, mas é cor de rosa! (rsrsrs)

A saga da xícara da Tiffany

Fazia três dias que eu havia chegado do hospital com a Luísa nos braços, três anos atrás. Era uma quarta-feira à noite. Toca o interfone, chega a visita. Um sujeito do trabalho do marido com o qual nós não tinhamos nenhuma intimidade (nem ele, muito menos eu). Sabe n-e-n-h-u-m-a? Nem em jantares a gente se encontrava, só de vez em quando em algumas "festas da firma". Mas o sujeito tinha duas características: ele era sem noção e puxa-saco. E foi lá em casa.
Até aí tudo bem, tudo bom, muita educação para recebê-lo porque esta é uma característica que eu não consigo mudar: procuro ser simpática e agradável mesmo quando (estou querendo que o cara vá praquele lugar) cansada. A visita no terceiro dia em casa foi a parte sem noção do sujeito. A parte puxa-saco foi o presente que ele trouxe pra Luísa: uma xícara de porcelana da Tiffany.
Pausa: pra quem não sabe que marca é essa, eu só digo que essa é uma das joalherias mais famosas do mundo, famoséssima desde os tempos da Bonequinha de Luxo - e, para quem quiser lembrar pelo lado negro, foi a joalheria assaltada recentemente num shoppping de São Paulo em cena típica de cinema.
Agora parem pra pensar: para que raios um sujeito gasta uma baba pra comprar uma xícara cor-de-rosa de PORCELANA para um bebê recém-nascido? Ele tem noção de quando uma criança começa a usar peças de louça pra comer? Ou ele queria que eu colocasse de enfeite na sala?
E ainda teve um agravante: eu estava em pé conversando com ele na sala e de repente parecia que eu estava fazendo xixi na calça. Pedi licença, corri para o meu banheiro e fui ver que eu estava tendo uma baita hemorragia (já contei esse episódio aqui). Chamei o meu marido e ele tratou de expulsar o sujeito de casa imediatamente. Fomos para o hospital e daí esse é outro assunto.
Sei que pegamos uma birra tão grande daquela xícara da Tiffany que ela virou piada aqui em casa. E a birra foi tanta que nunca sequer reparamos que o pires tinha o formato de um porquinho, hehe. Parecia um pires com um design diferente e s ó. Enfim, presente mais inútil que alguém poderia dar para um bebê.
MAS... como tudo tem um porém nessa vida, a gente acaba pagando a língua um dia.
Recentemente (e muito "atrasadamente"), por (bronca) orientação da pediatra, fui tirar o copinho de transição da vida da Luísa. Apesar de ela não tomar mais leite na mamadeira há muito tempo, ela ainda tomava o leitinho dela de manhã e à noite num daqueles copinhos de transição que tem o bico molinho. À noite ela tomava sentadinha na cama, escovava os dentes e dormia. E de manhã ela tomava deitada e dormia mais um pouco. (Quem foi mesmo que postou esses dias falando sobre o perigo de a criança mamar deitada? Fiquei arrasada pela minha ignorância).
Agora o mais inusitado: como é que conseguimos tirar o tal copinho da Luísa? Depois de umas três ou quatro choradeiras e reclamações, apelamos para a tal xícara rosa e não é que ela adorou a ideia? Agora ela toma o leitinho de manhã na copa, na xícara "osa" - e que só agora descobrimos que o tal pires tem formato de porquinho. E, três anos depois, o presente mais inútil do planeta se transformou em algo útil. E agora minha filha chiquérrima toma leitinho na caneca da Tiffany toda manhã... (e a gente reza praquilo não quebrar).
Roberta Lippi, agosto de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Xícara argentina

Muito antigo, este pequeno conjunto de xícara e pires de café tem as marcas do tempo em todas as peças e me foi trazido da Feira de Santelmo, em Buenos Aires, pela Beatriz Vicentini. É muito delicado, em porcelana branca (já amarelada), com frisos e asa dourados. Tem aplicados, nas duas peças, ramos de rosas. O pires é retangular, com espaço próprio para biscoitinhos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Filme das Xícaras



Filme produzido e dirigido por pelo barista Otávio Linhares

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Xícara argentina

Xícara de café que me trouxe, em 1993, do Hotel onde ficou hospedada em Bariloche a minha amiga Lila Inglez . Porcelana branca com listas marrons e o logotipo do hotel "Hosteria Casita Suiza".

Sobre xícaras de chá e delicadeza

Às oito da manhã, meu apartamento recende a café recém coado. É um aroma rico e revigorante, do meu café preferido, forte e escolhido a dedo. Enquanto esse perfume me desperta, a maciez dos lençóis de puro algodão, perfumados com lavanda, me envolve, me aconchega. Custo a abrir os olhos, a porta da cozinha cuidadosamente fechada para que haja silêncio e apenas o calor da xícara fumegante e um sorriso venham interromper meu sono.
À tardinha, meu apartamento recende a qualquer coisa recém tirada do forno. Aromas reconfortantes de molhos preparados em fogo brando, perfumados com manjericão e alecrim, derramados com afeição sobre opulentos pratos de massa vistosa.
Eu acredito em eu-te-amos de camomila, maçã e canela. Acredito em eu-te-amos que saem de borbulhantes panelas ou do vapor do ferro de passar. Eu-te-amos silenciosos e sorridentes, gentis e educados, corteses, delicados.
Acredito no amor que nutre. Que desperta apetites, envolve os sentidos, alimenta vontades, sustenta o espírito.
Acredito em ogros que preparam xícaras de chá delicadas. Em mulheres fortes e independentes que perfumam com lavanda lençóis bordados com as próprias mãos.
E se o amor é paradoxal e caprichoso, a delicadeza nas relações é permanência.

Ana Paula Sampaio, 2009

Xícara brasileira

Xícara de café em porcelana creme, estampada com flores brancas, uvas e limões amarelos. Muito delicada.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Xícara brasileira

Xícara de café em porcelana branca. Borda larga no pires, frisos, asa, pé, faixa no interior (tudo pintado a mão em dourado). Decalque com casal antigo no pires e xícara.

O mestre e a xícara de chá

Certo mestre Zen japonês recebeu um professor universitário de filosofia que o procurou para informar-se sobre o Zen. Desde o inicio do encontro, ficou claro para o mestre que o professor não estava tão interessado em aprender sobre o Zen, mas sim, em como impressionar o mestre com suas opiniões, conhecimento, e crítica sobre a doutrina.
O mestre ouviu-o pacientemente, algumas vezes concordando com os dizeres do filósofo, sugerindo ao fim que fossem tomar chá. Ao servi-lo, o mestre encheu a xícara de seu visitante e continuou despejando o chá. O professor olhava a xícara com o chá derramando, até que não conseguiu mais se conter:
“A xícara está cheia! Não cabe mais!”.
O mestre imediatamente retorquiu, embora continuando a despejar:
“Como esta xícara, você está cheio de razões. Como poderei mostrar-lhe o Zen, a menos que você esvazie antes a sua xícara?”.


Este texto aparece várias vezes na internet, sem indicação precisa de seu autor.

Xícara brasileira

Xícara de café, sem marca, com formato diferente. Cerâmica branca, pintada à mão em tons de marrom. Presente do Igor Puga em 1989.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Menina na xícara

Esta é uma xícara virtual. Achei muito interessante um site que encontrei por acaso, onde você pode inserir fotos em qualquer tipo de imagem. Eles têm quadrinhos com times de futebol, bichos, flores, paisagens, mensagens de todo tipo, etc. Gostei muito desta moldura de xícara e resolvi colocar a Mariana aqui. Não ficou lindo?
É simples e rápido e, principalmente, fácil (para quem não sabe lidar com fotoshop como eu).
Quem quiser, vá até o www.fotomolduras.com e se delicie.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

é pique! é pique! rá! tchin! bum!!!

Na semana passada, mais precisamente no dia 16 de novembro, este blog atingiu a marca de 10.000 acessos. Fiquei muito feliz, mas o acúmulo de serviço no escritório me impediu de postar qualquer comentário. Sempre é tempo de comemorar, não acham? Obrigada, amigos, pelas visitas e acompanhamento. Grande beijo a todos!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Xícara azulzinha


Xícara de chá japonesa, da marca Nazco, da minha coleção.


Meu amor está comigo. Nunca foi embora. Sonhei. Foi assim: abri o armário do quarto e nossas roupas estavam ali no maior rela-rela. Fui pra cozinha e à mesa, junto da minha xícara havia outra de café já tomado. Farelos de pão na toalha, no ladrilho.
Andei pela casa e fui encontrando um livro aberto aqui, uma revista fora do lugar ali. Cheguei à varanda e lá estava ele, no jardim, descalço, de jeans desbotado, camiseta pedindo outra de tão velha. Lá estava ele a brincar com os cachorros. Havia sol e as flores de sempre.
Tanto tempo se passou, dez anos, mais de dez, e ele não envelhecera. Estava igual quando disse que me amava, mas que me deixaria.
No sonho, parecia que o sonho era eu ter ido embora. Ter ido embora por tanto tempo e voltado. E ele ali a me esperar descalço, de jeans desbotado, camiseta pedindo outra de tão velha. Quando acordei meu coração doeu. Depois já não era o coração, era a cabeça. Levantei-me e fui ver o que a varanda e o jardim me reservavam. Nenhum riso, nem latidos. Na cozinha, prontinho o meu café. O pão para a torrada, a manteiga. A fruteira e a xícara azulzinha. Sozinha.


Clara Favilla, 2009.

Xícara italiana

Xícara de café de vidro. sem marca registrada, em tom de rosa forte. Tem a palavra Italy (indicação da procedência) gravada no fundo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Albert Lynch

Dois quadros do pintor peruano Albert Lynch (1851-1912) mostram belas xícaras usadas na hora do chá.




































(1) L'heure du thé
(2) Femmes prenant le thé (atualmente no Museo de Arte - Lima, Peru).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Xícara isabelina

Porcelana branca, barrados asa e pés dourados. Pintada à mão em tons de verde e azul perolado, com folhas em relevo douradas. Muito fina e delicada.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As xícaras de Lady Gaga (2)

Em março eu postei aqui uma seleção de fotos de Lady Gaga e suas xícaras. Parcece que ela gosta mesmo delas. Vejam novas fotos, novas xícaras.

Xícara brasileira

Xícara de café da Porcelana Vera Cruz, presente de meus filhos Tim e Adriana em 1995. Porcelana branca, fabricada especialmente para as lojas Tok-Stock, pintada de xadrez preto e branco. A xícara é inclinada.

Cartões da Brasil Telecom

Cartões telefônicos da empresas Brasil Telecom

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Xícara brasileira

Antiga xícara da marca Porcelana Real. Porcelana branca. Exterior da xícara e borda larga do pires pintada de bordô com flaores em dourado. No interior da xícara, cena com casal antigo.

Entrevista com Ferreira Gullar

Na tarde do dia 19 de fevereiro de 1997, na redação de Poesia Sempre, o poeta Ferreira Gullar concedeu uma longa entrevista à revista sobre o problema da poesia na crítica literária e da cultura brasileira. Estavam presentes o editor-geral da revista, Antônio Carlos Secchin que atuou também como mediador, o editor executivo Ivan Junqueira e os editores adjuntos Adriano Espínola, Jorge Wanderley, Moacyr Félix, Neide Archanjo e Suzana Vargas. Transcrevo aqui uma das respostas do poeta.
[...] assim nasceu "Nasce o poema", onde tento descrever como surge a poesia quando um flâneur caminha solitário em meio à multidão. Ninguém sabe exatamente como a poesia irrompe de onde menos se espera, às vezes cheirando a flor, outras vezes com o olor de fruta podre e que na podridão se abisma. E quanto mais perto da noite, mais grita o aroma, ora num mar de silêncio, ora num pequeno armarinho do Estácio ao cair da tarde. É que, quando eu entrei naquele armarinho do Estácio, caí na minha própria realidade. O armarinho do Estácio, imagine, foi em 1955, e eu não esperava falar sobre isso. Lembro-me de que eu estava ali com o Amílcar de Castro. Paramos para esperar o ônibus. 0 sol estava brabo e então resolvi entrar naquela loja ordinária, onde vi uma caixa de papelão com xícaras empoeiradas.
Xícaras empoeiradas
numa caixa de papelão
enquanto os ônibus passam ruidosamente
à porta e ali
dentro do silêncio da tarde menor do comércio
do Rio de janeiro
na loja do Kalil
estaria nascendo
o poema?

Eu já estava mergulhando no poema, mas o ônibus chegou e o encanto se esvaiu. Esse poema acabou nascendo 32 anos depois e no justo momento em que comecei a escrever outro [...]

Entrevista publicada em Poesia Sempre - Ano 6 - Número 9, março de 1998

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Xícara brasileira

Delicada xícara da Porcelanaria Schmidt. Porcelana branca com frisos dourados. O pires e a xícara têm uma guirlanda de flores cor de rosa, sustentada por faixa em bordô e dourado. Interior da xícara também com flores.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Jelaine Faunce


Pintora americana contemporânea, vive atualmente em Las Vegas, NV. Tem muitas telas pintadas com xícaras e entre elas escolhi 4 para postar aqui.

(1) Freesia study
(2) With lemon
(3) Teacup study
(4) Amaranth in jasmine tea

Xícara taiwanesa

Mini-xícara de café. Proveniente de Taiwan, veio do Canadá como presente de um amigo. Porcelana branca, frisos dourados. Xícara com brasão de Québec, Canadá e pires com paisagens daquela cidade.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O homem



Uma xícara
de café
e os dedos
entrelaçados
na mesa
a garçonete sorri
austero o homem
agradece

Hilton Valeriano, 2010

Xícara brasileira

Mini-xícara de café da Porcelanarte. Porcelana branca, com largas faixas douradas (no pires e na xícara), asa dourada e estampada de flores na parte inferior.

Verso

duas xícaras de chá sobre a mesa
uma está vazia:
saudade
Risomar Fasanaro, 2010

Xícara brasileira

Xícara de café da marca Porcelana Schmidt. Porcelana branca, com frisos dourados, decalcada com o brasão da Universidade Metodista de Piracicaba, onde trabalhei durante 34 anos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Faltou xícara em Bagdá

Autor: Orpheu Cairolli
Editora de Cultura
Lançamento: 2006

É um livro que trata das competências essenciais que devem ter os profissionais interessados em melhorar sempre a sua performance em Negociação e Venda. O seu foco central está no 'Conhecimento'. O livro defende a tese de que o autoconheci-mento, o conhecimento dos interlocutores, do ambiente e do contexto da negociação são fundamentais para o sucesso do processo. Sobre relações interpessoais, o livro apresenta todo um estudo para a identificação, a compreensão e a motivação das pessoas através do conhecimento de seus estilos de negociação e de seus perfis de comportamento.
Por que 'Xícaras' e 'Bagdá'? Um estudo de casos contado no início da obra permite ao autor exemplificar todos os conceitos que advoga através de dois personagens reais; um bem-sucedido vendedor de xícaras que sonhava viajar a Bagdá e um desastrado negociador que colecionou grandes perdas na guerra do Iraque.
(Resenha distribuída pela Livraria Cultura)

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Xícara isabelina

Xícara de café (tamanho grande) em porcelana branca. Decorada com relevos dourados e pintada em verde claro e rosa.

Cup of coffee

A cup of coffee shared with a friend is happiness tasted and time well spent.
(Uma xícara de café dividida com um amigo é felicidade saboreada e tempo bem gasto)
Autor desconhecido

Xícara japonesa

Xícara de chá em porcelana casca de ovo. Pintada à mão, com frisos vermelhos e desenho de gueixas, pagode e Monte Fuji.

Seven cups of tea

The first cup caresses my dry lips and throat,
The second shatters the walls of my lonely sadness,
The third searches the dry rivulets of my soul to find the stories of five thousand scrolls.
With the fourth the pain of past injustice vanishes through my pores.
The fifth purifies my flesh and bone.
With the sixth I am in touch with the immortals.
The seventh gives such pleasure I can hardly bear.
The fresh wind blows through my wings
As I make my way to Penglai*.


A primeira xícara acaricia meus lábios secos e a garganta,
A segunda quebra as paredes da minha triste solidão,
A terceira procura os riachos secos de minha alma para encontrar
as histórias de cinco mil manuscritos.
Com quarta, a dor de injustiças passadas desaparece através dos meus poros.
A quinta purifica a minha carne e ossos.
Com a sexta eu entro em contato com os imortais.
A sétima dá tanto prazer que eu mal posso suportar.
O vento fresco sopra entre minhas asas
Enquanto eu sigo meu caminho para Penglai*.

Lu Tong, Dinastia Tang-A.D. 618-907 (tradução minha)
* Penglai, uma montanha da China (segundo a lenda, era onde ficava o lar dos imortais)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Xícara brasileira

Xícara de porcelana branca, sem marca, pintada a mão por Célia Rabelo com ramo de rosas amarelas. Presente dos meus filhos Lígia e Tim em 1991.

Merchandizing em novela

O "merchandizing" está presente em todas as cenas de novelas.
No folhetim recentemente terminado "Escrito nas estrelas", eu reparei nas belas xícaras que apareciam em cada cena de café da manhã (muitas!) na casa do médico milionário Ricardo. Procurei na internet a achei a notícia.
São da linha Germany da Tramontina Design Collection, produzidas com porcelana Bone China e pires com acabamento em aço escovado. A linha tem jogos de xícaras em três tamanhos, para café expresso, para cappuccino e para chá e leite (imagem da novela, com a atriz Zezé Polessa).

Xícara isabelina

Belíssima xícara de chá cor de rosa, com desenhos em relevo azul marinho, branco e bordô. Detalhes e contornos em dourado.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Xícara brasileira

Xícara de café, cerâmica fina, sem marca. Pires verde escuro, xícara creme com a estampa de frutas e a inscrição "The fruit of the season".

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

François Brunery

Belo quadro do pintor François Brunery (1849-1906), considerado um dos mais importantes pintores acadêmicos italianos do século XIX. Pertence a uma coleção privada de arte.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Xícara brasileira

Mini-xícara de café de Pedreira (São Paulo, Brasil). Porcelana perolada com decalque de flor vermelha.

One cup of coffee

One cup of coffee, then I'll go;
Though I just dropped by to let you know
That I'm leaving you tomorrow;
I'll cause you no more sorrow:
One cup of coffee, then I'll go.

I brought the money like the lawyer said to do,
But it won't replace the 'eartache I caused you;
It won't take the place of lovin' you, I know,
So one cup of coffee, then I'll go.

Tell the kids I came last night
And kissed them while they slept;
Make my coffee sweet and warm
Just the way you used to lie in my arms.

I brought the money like the lawyer said to do,
But it won't replace the 'eartache I caused you;
It won't take the place of lovin' you, I know,
So one cup of coffee, then I'll go;
One cup of coffee, then I'll go;
One cup of coffee, then I'll go.

Uma xícara de café

Uma xícara de café, então eu irei;
Embora eu só queira que você saiba;
Que eu deixarei você amanhã;
Eu não causarei mais tristeza a você:
Uma xícara de café, então eu irei.

Eu trouxe o dinheiro como o advogado disse para trazer;
Mas não vai substituir o sofrimento que te causei;
Não vai tomar o lugar do amor por você, eu sei;
Assim, uma xícara de café, então eu irei.

Diga às crianças que vim na última noite
E que eu as beijei enquanto dormiam
Faça-me uma xícara de café doce e quente;
Do jeito que você costumava deitar em meus braços.

Eu trouxe o dinheiro como o advogado disse para trazer,
Mas não vai substituir o sofrimento que te causei;
Não vai tomar o lugar do amor por você, eu sei;
Assim, uma xícara de café, então eu irei.
Uma xícara de café, então eu irei.
Uma xícara de café, então eu irei.

Música do cantor Bob Marley (jamaicano), que estreiou em 1962 (aos 17 anos) com a gravação do single “One Cup of Coffee”. Sua carreira, embora curta (faleceu aos 36 anos), foi cheia de sucesso e ele é muito tocado até hoje.

Xícara inglesa

Xícara de chá da marca inglesa "Tuscan Fine Bone China". Porcelana branca, pintada à mão. Xicara e pires com borda larga em azul. Interior da xícara e pires com arabescos dourados e flores coloridas.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cartões da Telemar








Cartões telefônicos da empresa Telemar.

Xícara isabelina

Xícara de chá isabelina. Porcelana branca, pintada com fundo lilás. Desenhos em relevo com recortes verdes e frisos dourados. Flor dourada, folha grená.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Escova de dente e xícaras de chá

O rapaz entra no banheiro, a luz de óleo iluminando um rosto tomado por algumas veias e eventuais espinhas. Ele se olha no espelho e, é assim com todo mundo, vê muito mais que apenas isso, sobretudo quando encara a fundo os olhos expressivos. “Este é você”, ele diz pra si mesmo. Ele se despe, os pés tocando o piso gelado até o chuveiro, de água em temperatura igual. Enquanto se molha, o rapaz repete em sua cabeça as mesmas frases que martelam em sua cabeça, pensamentos soltos, mas isolados e invioláveis.
Ele refaz mentalmente o seu caminho inverso, por calçadas futuramente nostálgicas. Sua memória, absolutamente confusa, o leva a lugares prediletos, rostos recentes mas já tão familiares, um supermercado, o sorvete. Este é o caminho de seu corpo, claro, mas levado por apenas cinco por cento de sua mente. Ah, a mente está lá longe, mergulhada em uma xícara de chá que ele costumava usar quando morava com sua família; é isso. “Este é você. Você tem uma família. Você toma xícaras de chá.”
Xícaras. De chá. Tomava litros para poder dormir, mas sempre ganhava a insônia dos solitários, que o jogava nas ruas como se o expulsasse de si mesmo, sem o impedir de existir, mas também sem que ele pudesse obter respostas. É sexta-feira à noite, a última sexta feira de um espetáculo de circo de altos e baixos, com atrações de interesses incríveis, mas também de gostos duvidosos. Não, nunca tão gostosos quanto as xícaras. De chá.
Com o sorvete na sacola, sozinho pela longa avenida, o rapaz pensa. O corpo o leva para casa, coisa que ele já não sabe o que significa, mas o leva para lá, enquanto ele cantarola evitando melismas insuportáveis. Deve ser uma figura interessante para os outros que passam, mas ele não liga. Num geral estava melhor acompanhado quando sozinho, fato constantemente observado com contradição, porque tudo que ele mais quer no mundo é a companhia de alguém que o entenda. Mas ainda assim, é só ele, e apenas ele, cantando sozinho numa sexta feira à noite.
Ele chega em casa e o sorvete vai pra dois lugares gelados em tempos diferentes: primeiro, para a geladeira, depois para seu coração triste. “É um sorvete delicioso demais, vai dividir com alguém?”, ele diz “Pretendo”, mas ficaria – mesmo – apenas na pretensão. No fim das contas, os que tentavam violar seu cérebro acabavam também querendo isolá-lo. Era uma máxima que ele já desistira de questionar. O celular diz que vai tocar, mas não toca, mesmo. Ele toma o sorvete junto de seu edredom e de uma sombra vazia, mas antes disso ele guarda as últimas roupas na mala.
O rapaz entra no banheiro, a luz de óleo iluminando o rosto tomado por algumas veias e eventuais espinhas. Ele se olha no espelho e, é assim com todo mundo, vê muito mais que apenas isso, sobretudo quando encara a fundo os olhos expressivos. “Este é você”, ele diz, e a expressão de seu rosto é enigmática, no limiar de uma lágrima, na antecipação de um sorriso. “Cantando sozinho, sexta feira à noite, você e sua mente esquecida.”
Ele desliga o chuveiro, a toalha é azul, da cor da liberdade infinda e desconhecida. Seus pensamentos analisam a situação, torturam contra e a seu favor. Talvez ele esteja louco, talvez não. Ele costuma escovar os dentes após o banho, fazer um enxágue bucal, e, por vezes, passar o fio dental. Desta vez, porém, ele esqueceu. A cabeça está na música que ele cantarolava sozinho,na calçada que pisou, sozinho.
A companhia de suas xícaras de chá não costuma confortar, pois deixavam um gosto amargo na boca, fazendo-o escovar os dentes com determinada displicência. E depois ele olhava no espelho e dizia – sempre e apenas – para si mesmo:
“Este é você. E eu espero que fique tudo bem.”
Ele tem uma mudança e mil consequências, ou uma consequência para mil mudanças. Ele tem mil opiniões e nenhum tempo pra explicar, ele tem a solidão e mil pessoas para lhe fazer companhia, ele tem uma calçada predileta e mil delas sem pisar, ele tem uma escova de dente e mil xícaras de chá.


Pelvini, março de 2009

Xícara japonesa

Xícara de chá em finíssima porcelana branca sem marca. Pintada em tons de azul, com paisagem, carruagem e cavalos. Borda com barrado de rosas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Como apreciar uma xícara de chá

Um monge e filosofo budista vietnamita, Thich Nhat Hant, escreveu sobre como apreciar uma xícara de chá.

Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar o chá.
Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da xícara.
Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura a delicadeza.
Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perderemos por completo a experiência de apreciar a xícara de chá. Olharemos para a xícara e o chá terá já terminado.
A vida é assim.
Se não estamos totalmente no presente, quando olharmos a nossa volta este terá desaparecido. Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza e a beleza da vida, que poderá ter passado a correr por nós.
O passado terminou, aprendemos com ele e deixamo-lo ir.
O futuro ainda não esta aqui .Planejemos sim, mas não gastemos o tempo a preocuparmo-nos com ele. A preocupação é uma perda de tempo.
Quando pararmos de ruminar sobre o que aconteceu, quando pararmos de nos preocuparmos com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente.
Só então começaremos a experimentar a alegria de Viver!!

Texto extraido do livro "Só o amor é real", do Dr. Brain Weiss
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Xícara japonesa

Xícara de café em porcelana "casca de ovo" da marca K.N. Porcelana perolada, pintada à mão com cena aquática em tons de verde e laranja.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

101 Razões para Tomar Café

Autor: Dr. Darcy Roberto Lima
Editora: Café Editora
Capa: foto produzida pela Empório fotográfico e Márcia Asnis

Foi lançado em abril de 2010 um livro contendo o resultado de anos de pesquisa do médico Darcy Roberto Lima, direcionado aos apaixonados por café. O autor transformou seus estudos em conteúdo leve e inédito sobre a bebida e publica, pela Café Editora, o livro "101 Razões para Tomar Café".
Com textos bem-humorados e informativos, a obra apresenta 101 motivos para quem não deixa este hábito de lado nem por um dia. As razões passam por quatro temas: sabor, história, saúde e cultura. Nelas, Darcy conta a cultura do beber café e a presença dele no dia a dia, a história do grão em diversos países, o sabor por ele proporcionado e ainda faz comparações com outras bebidas; por fim, destaca mais de metade das razões, e ainda mais intrigantes, sobre os benefícios do café para a saúde. Dentre eles que pode prevenir câncer, obesidade e proteger contra a gripe e ainda que é bom para o coração, para a pele e diabetes. A coisa mais comum que todo homem gosta de fazer desde que acorda é tomar café, um ritual que repete a vida toda.


Resenha publicada na revista CAFEICULTURA.

Xícara brasileira

Mini-xícara de café, da marca "Porcelana Steatita", presente da minha cunhada Amir. Branca, com barrado em dourado. Guirlanda de flores coloridas e arabescos amarelos e cinza.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

É "quase" uma xícara

Esta bela caneca de vidro, com tampa, foi um presente dos meus netos Felipe e Tiago no "dia das mães". É uma peça da coleção do kokeshiclub importada da China e vem em uma linda caixa, com a receita de um "Bolinho de Caneca" a ser feito nela e assado no microondas.
Vejam dois lados da caixa. Não é um presente lindo?